Ação Educativa


Culturas Juvenis, Educadores e Escola – Fase II


Ser professor na escola pública brasileira é um grande desafio, ser professor e criar novas modalidades de práticas educativas que aproximem os alunos e a escola, tornando-os indissociáveis e portanto, criando uma escola positivamente mais significativa para os jovens, parece ser impossível. Mas não foi o que percebi durante os seis encontros como que tive com os educadores das Escolas Profa. Eulália Malta e Virgília R. A . de Carvalho Pinto.

Durante este período eles mostraram-se totalmente abertos em utilizar os diferentes meios de comunicação e expressão na sala de aula tornando-a um ambiente mais propicio ao aprendizado, dinamizando a produção e circulação cultural na escola, e assim se aproximando mais do jovem.
Neste curso também foram discutidas sobre as possibilidades pedagógicas da imagem em nossos dias e desenvolvimento perceptivo e cognitivo, buscando a formação de consciências críticas e participativas para os alunos.

Por que a fotografia ?
Diariamente recebemos e consumimos milhares de imagens pela TV, jornais, fotos, ‘out doors’, cartões postais, propagandas e folhetos. Em função deste bombardeamento é que alguns consideram que vivemos na ‘Civilização da Imagem’. Assim falar em cidadania neste contexto passa fundamentalmente por aprender a ‘ler’ e ‘construir’ as imagens.

A fotografia como uma forma de expressão vai muito alem da simples elaboração de imagens tecnicamente corretas, ou seja cada trabalho de fotografia carrega em seu contexto muitas discussões de caráter multidisciplinar, permitindo assim a sua aplicação em ambientes educacionais, associando e ampliando novas práticas educativas e tornando o ambiente mais propicio e prazeroso ao aprendizado a disciplinas como: história, geografia, matemática, português, estudos sociais, meio ambiente e outras.
Sob seu aspecto lúdico, tem o potencial de desenvolver a sensibilidade, a criatividade e a percepção, valores que contribuem para o resgate da auto estima e da comunicação com o mundo externo. O trabalho com imagens também proporciona a sociabilização, a colocação de limites, e a tolerância.

A idéia de usar a fotografia como ferramenta de “alfabetização visual” é capacitar o educador a utilizar a imagem em ambientes educacionais enriquecendo o processo de aprendizagem por meio da leitura de imagens sobre a realidade local, alfabetizando os participantes de forma a ampliar seu repertório técnico, estético e ético.

As fotos desta exposição são resultados práticos da visão do professor sobre o seu ambiente de trabalho, a escola e seus alunos.

Por fim, construir uma adolescência plena e cidadã é responsabilidade de todos nós, e a iniciativa da Ação Educativa em capacitar e formar professores e jovens mais críticos e autônomos é fundamental nesta sociedade em que buscamos mais justiça, democracia e solidariedade.


João Kulcsár

Junho 2002